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terça-feira, 31 de maio de 2011

2º Espaço Falantil 2011

Realizamos no dia 23 de maio de 2011 nosso 2º Espaço Falantil deste ano. No encontro com as CPPs e professoras das EMEIs e creches conveniadas trocamos experiências de registros nas instituições. Cada  pessoa teve oportunidade de apresentar seus diários de campo, livros da vida e portfólios, bem como discutir os ganhos que essas práticas tem tido nas unidades.




O encontro foi um momento de muita troca de ideias e reflexões sobre a importância dos registros das crianças e professores. O registro se constitui como uma fonte importante de observação e avaliação do desenvolvimento das crianças e da própria prática do professor, além de ser ele que vai dar visibilidade ao trabalho na Educação Infantil.


“Não fomos educados para olhar pensando o mundo, a realidade, nós mesmos. Nosso olhar cristalizado nos estereótipos produziu em nós paralisia, fatalismo, cegueira.
Para romper esse modelo, a observação é a ferramenta básica neste aprendizado da construção do olhar sensível e pensante.
Olhar que envolve atenção e presença. Atenção que envolve sintonia consigo mesmo e com o grupo. Concentração do olhar que inclui escuta de silêncios e ruídos na comunicação.
O ver e o escutar fazem parte do processo da construção desse olhar. Em geral, não ouvimos o que o outro fala; mas sim o que gostaríamos de ouvir.
O mesmo acontece em relação ao nosso olhar estereotipado, querendo ver só o que nos agrada, o que sabemos, também reproduzindo um olhar de monólogo.
Ver e ouvir demandam implicação, entrega ao outro. A ação de olhar e escutar é um sair de si para ver o outro e a realidade segundo seus próprios pontos de vista, segundo sua história.
Neste sentido a ação de olhar é um ato de estudar a si próprio, a realidade, o grupo à luz da teoria que nos inspira.
Este aprendizado de olhar estudioso, curioso, questionador envolve ações do pensar: o classificar, o selecionar, o ordenar, o comparar, o resumir, para assim poder interpretar os significados lidos. Neste sentido o olhar e a escuta envolvem uma ação altamente movimentada, reflexiva, estudiosa."
 Madalena Freire
FREIRE, Madalena. Observação, Registro, Reflexão. Série Seminários Espaço Pedagógico. São Paulo - 1996.
 

Salão FNLIJ do livro para crianças e jovens - 13ª edição

Novo local
Centro de Convenções SulAmérica
Av. Paulo de Frontin com Av. Pres. Vargas – Centro – R.J.
Nova data
De 06 a 17 de Junho de 2011

AGENDE A VISITA DE SUA ESCOLA: visitacaoescolar@fnlij.org.br


PROGRAMAÇÃO

Dia 06 de junho – Visita exclusiva para professores
Clique aqui para inscrição e informações

Dia 08 de junho – 2º Encontro Nacional do Varejo do Livro Infantil e Juvenil
Clique aqui para inscrição e informações

13º Seminário FNLIJ de Literatura Infantil e Juvenil
Clique aqui para inscrição e informações
Biblioteca FNLIJ/Petrobras para Crianças
Clique aqui e veja a programação

Biblioteca FNLIJ para Educador
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Biblioteca FNLIJ para Jovens
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Espaço FNLIJ de Leitura
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Espaço Petrobras do Ilustrador
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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Brincadeiras e Alimentação saudável na EMEI José Vieira de Jesus

A equipe da EMEI José Vieira de Jesus está com o projeto alimentação saudável com as crianças. Segundo a CPP Marta Goudad, as turmas realizaram atividades de pintura, recorte, colagem e ainda fizeram uma deliciosa salada de frutas!!!



Que delícia ficou a salada de frutas! As crianças adoraram!!!

A EMEI aproveita bastante o espaço disponível, onde as crianças recriam diversas brincadeiras no quintal. Aqui, brincar é coisa séria!




Parabéns às professoras e a toda equipe!!!

IV Encontro dos Fóruns Estaduais de Educação Infantil da Região SudesteIV Encontro dos Fóruns Estaduais de Educação Infantil da Região SudesteIV Encontro dos Fóruns Estaduais de Educação Infantil da Região Sudeste

Educação Infantil: avanços, perspectivas e desafiosEducação Infantil: avanços, perspectivas e desafios


Quando:
06 e 07 de junho

Onde:
Universidade Federal Fluminense (UFF) - Auditório 405 - Bloco E 
Endereço: Rua Prof. Marcos Waldemar, s/nº.
Campus de Gragoatá – Niterói/RJ


06/06 – Segunda-feira

8h - Café da manhã
9h - Reunião conjunta dos Fóruns da Região Sudeste: compartilhar planejamentos e ações.
Participantes: Representantes dos estados da Região Sudeste, convidados e demais interessados.
Discussão de pontos para a “Carta de Niterói”.
12h - Almoço
14h - Continuação da reunião.
16h - Encerramento.

07/06 – Terça-feira

8h - Credenciamento e lanche.
9h - Apresentação Cultural
9h30 - Mesa de Abertura
                        Mieib: Maria Luzinete Moreira.
Representantes dos Fóruns da Região Sudeste: RJ- Rosângela Angelo, ES, MG e SP - a confirmar
                        Departamento do Serviço Social da UFF
                        Poder Legislativo: Vereador Reimont 
10h - Mesa 01: Plano Nacional de Educação: cenário em movimento.
                       Tema 01: O PNE e sua Comissão Especial - Perspectivas - Deputado Federal pelo RJ Alessandro
                       Molon, membro da Comissão
                       Tema 02: O PNE e a Educação Infantil - Prof. Edson Cordeiro (FPEI/RJ).
                       Tema 03: Movimento “PNE pra Valer!” - Daniel Cara (Campanha Nacional pelo Direito à Educação).
                       Coordenação: Marinez da S.V. Simões
11h30 - Debate.
12h30 - Almoço.
14h - Mesa 02: Implementação das Políticas Municipais de Educação Infantil: desafios contemporâneos e cotidianos.
                                   Expositores: RJ- Profª. Drª. Fernanda Nunes, ES, MG e SP - a confirmar
                          Profª. Rita Coelho - MEC
15h30 - Debate.
16h - Mesa 03: Retomada da Carta de Vitória elaborada no III Encontro Regional Sudeste (2010):
                        avaliação dos avanços e conquistas obtidas.
                        Expositores: Profª. Drª. Deise Nunes (FPEI/RJ) e Profª. Sumika Freitas (Fopeies).
                        Coordenação: Fernanda Nunes

Inscrições: Por e-mail:

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Comemorando o Dia das Mães

                                   Mãe (Mário Quintana)

 


                                 Casa da Criança - Miguel Couto


                                    EMEI Maria Eliondas


Mãe... São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disse
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Curso de Extenção - PUC Caxias

A Creche e o Trabalho Cotidiano com Crianças de 0 a 3 Anos.

COORDENAÇÃO
Sonia Kramer, Phd em New York University.

MATRÍCULA
Até 15/08/2011

A matrícula poderá ser realizada por qualquer um dos seguintes modos:

1. Pela Internet: www.cce.puc-rio.br
2. Pela Central de Atendimento: 0800 970 9556
3. Presencial: Comparecimento do candidato à CCE na
Rua Marquês de São Vicente, 225/casa XV Gávea/ RJ,
Av. Marechal Câmara, 186/7º andar Centro/ RJ ou
Av. das Américas, 1650/2º andar - Bl.1 - Barra/RJ.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS
Para efetuar a matrícula é necessário o documento de identidade e CPF.

INVESTIMENTO
O curso poderá ser pago em 5 parcelas de R$ 115,00, sendo a primeira no ato da matricula e as restantes nos meses subsequentes.
Aceita-se pagamento com cartões de crédito American Express, Mastercard e Visa.

CARGA HORÁRIA
60 horas


PROFESSORES

Adrianne Ogêda Guedes, Doutora em Educação - UFF.
Silvia Neli Falcao Barbosa, Mestre em Educação Brasileira - PUC-Rio.

PALESTRANTE

Daniela de Oliveira Guimaraes, Doutora em Educação - PUC-Rio.
24/08/2011 a 14/12/2011
Quartas-feiras, das 8h às 12h. Haverá uma aula em uma
segunda-feira que será programada com a turma.
Discutir princípios do trabalho com as crianças de 0 a 3 anos, fundamentando práticas que focalizem as
dimensões afetivas e sociais das crianças como centrais no cotidiano das creches.

PROGRAMA

- Constituindo-se sujeito: o bebê chega ao mundo como ser social (expectativas da família; primeiros contatos e interações - o mundo sensorial e relacional do bebê);
- As relações dos adultos com as crianças pequenas e delas entre si: construção do eu e do outro; toque e
expressão corporal; movimento/ação e fala;
- Creche: que lugar é esse? Assepsia? Controle? Formação de hábitos? Conteúdos? Vida?
- A inserção das crianças e das famílias nas instituições educativas: acolhimento e práticas que favorecem troca e diálogo no cotidiano;
- A mediação do adulto na relação da criança com o mundo: organização de espaços e objetos em função da
comunicabilidade das crianças e com as crianças;
- O bebê, suas rotinas e as rotinas da creche: choro, sono, alimentação - construção

Para mais informações: 
E-MAIL
infocce@puc-rio.br
WEBSITE
www.cce.puc-rio.br

CENTRAL
0800 970 9556

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ponto e Contraponto.

 Recebemos esse e-mail e a equipe achou importante compartilhar com todos que trabalham e defendem uma Educação Infantil de qualidade no Brasil.


Comentários à Veja – Gustavo Ioschpe – 13/03/2011*

Sonia Kramer


1.  Gustavo Ioschpe desconhece a natureza do trabalho feito com as crianças na educação infantil (algo como o pastor e a ovelha etc). Tudo se passa na visão falaciosa dele como se nas turmas de educação infantil as crianças ficassem anos sentadas – no chão, em cadeiras ou em berços – esperando o momento de serem alfabetizadas, momento que seria quem sabe arbitrariamente definido pelo estado, município ou escola nas políticas (a idade de início do ensino fundamental, historicamente é diferente nos diferentes países).
             
Desde os anos 70 este tema é central: havia, entre gestores de políticas, pesquisadores etc, (1) aqueles que defendiam a pré-escola para salvar a escola, porque ela supostamente preveniria por antecipação problemas do ensino fundamental; (2) aqueles que rechaçavam qualquer expansão (com argumentos semelhantes ao do articulista) e (3) poucos – entre os quais eu me incluía e incluo – que negavam o impacto de qualquer tipo de educação infantil e já apontavam a importância da qualidade do que é feito na educação infantil E no ensino fundamental. (este é o tema da minha dissertação de mestrado que entreguei dia 23/12/1980)
            - a decorrência deste (3), no que diz respeito aos investimentos é o fato de que além de decidir investir ou não na educação infantil, é preciso definir em que aspectos, fatores e condições. Mas esta é outra discussão.

2. G. I. não sabe que educação infantil e ensino fundamental devem estar necessariamente articulados. A educação da criança de 0 a 10 anos (incluindo portanto os primeiros anos do ensijno fundamental é responsabilidade da esfera municipal e pauta de discussão dos últimos 10 anos no Brasil e em várias partes do mundo. Ioschpe quase nos engana ao dizer que “pode ser ruinoso se expandir a pré-escola significar deixar de lado as lutas pela melhoria do ensino fundamental”, argumento que se perde no seu texto por ele não ter noção das implicações do que está dizendo.

3. G.I. ignora o que é alfabetização. Pelo seu texto, ele parece supor que basta sentar crianças em cadeiras num determinado dia e as alfabetizar. A alfabetização - embora tenha uma dimensão técnica  – muito mais do que uma técnica é a entrada das crianças (ou dos jovens e adultos) na cultura escrita (por alguns chamada de cultura letrada). Qualquer pessoa com um mínimo de formação cultural, literária e humanista pode compreender a diferença que faz para a alfabetização o acesso a livros (no caso da educação infantil, livros de literatura infantil) e a práticas de leitura (atitudes dos adultos diante de livros, modos de ler, costumes e hábitos) que estão longe de ser inatos e que são aprendidos desde muito cedo. Desde os anos 70, pesquisas feitas no Brasil e em vários países no mundo mostram que as crianças aprendem a língua escrita antes de saberem ler, aprendizado cultural que ´´e absolutamente fundamental para a leitura e a escrita.   

Estes pontos me levam à seguinte conclusão: decidir entre investir na educação infantil ou no ensino fundamental (ou na alfabetização!!!) é o mesmo que, diante da necessidade de que a criança tome um copo de leite toda manhã, ficar discutindo se ela deve beber a metade de cima ou a de baixo. Educação infantil e primeiros anos do ensino fundamental são dois momentos de um mesmo processo; a alfabetização das crianças precede a entrada no ensino fundamental e faz toda a diferença no aprendizado das crianças ter ou não freqüentado a educação infantil, desde que haja qualidade no trabalho da educação infantil e do ensino fundamental, mas isso é óbvio (já que comer repolho estragado pode matar a fome do coelho, mas pode também matar o coelho).
 
4. G.I desconsidera que o Brasil não tem hoje uma restrição de recursos significativa, que o impeça de investir em ambos.

5. A Educação Infantil é tanto mais relevante para as crianças e seu desempenho no ensino fundamental quanto menores são as oportunidades que elas têm de acesso a contextos sociais e culturais formalizados. Refiro-me à educação tal como é entendida pela opção brasileira e assegurada na constituição e em todos os nossos textos legais: educação infantil como espaço de socialização institucional (em creches e pré-escolas) como alternativa de acesso à cultura (livros, brinquedos, arte etc) e à ciência, requisitos para a alfabetização.

 Segue abaixo o texto do jornalista:

Universalização da educação infantil: solução ou armadilha?

 Os ganhos para o país com a eliminação do analfabetismo serão muito maiores do que aqueles oriundos da universalização da pré-escola. Essa é a batalha que temos à nossa frente. Admitir distrações é quase cometer crime de guerra
 Os últimos anos têm visto o florescimento de uma vasta literatura científica, multidisciplinar, que demonstra o incrível poder que os primeiros anos de vida de uma pessoa têm na determinação de uma série de fatores - da saúde à riqueza - de sua idade adulta. À medida que a pesquisa avança, nota-se que a idade para o surgimento de características importantes vai retrocedendo: sabe-se hoje que eventos da vida intrauterina têm impactos que perduram até a morte.

Esse avanço do conhecimento vem embasando uma mudança de políticas públicas, especialmente nos países desenvolvidos, no sentido de intervir cada vez mais cedo, com especial atenção às crianças de famílias mais vulneráveis. O primeiro esforço em muitos países tem sido começar o processo educacional já na pré-escola, atendendo crianças de 4 e 5 anos. O impacto positivo da pré-escola é amparado por literatura científica extensa. Estudos feitos no Brasil demonstram que alunos que cursaram a pré-escola têm desempenho acadêmico melhor do que aqueles que não a cursaram. Essa diferença persiste por todas as séries, e aparece também em exames padronizados como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Alunos que têm melhor desempenho tendem a gostar mais da escola e, portanto, são menos propensos a abandoná-la. Alunos que cursaram a pré-escola têm maior probabilidade de completar o ensino superior. O impacto positivo vai além da vida escolar e se estende à idade adulta. Um estudo feito no Brasil mostra que aqueles que passaram pela pré-escola têm salário 16% mais alto do que alunos que não a cursaram. Estudos americanos demonstram que a frequência à pré-escola aparece associada à diminuição das taxas de criminalidade.

Por todos esses benefícios, vários países, entre eles o Brasil, vêm cursando o caminho da universalização da educação infantil, especialmente na idade da pré-escola - antes dela vem a creche, cujos efeitos educacionais aparentam ser nulos. O Brasil avançou bastante nesse terreno. Aproximadamente 78% das crianças brasileiras estavam na pré-escola em 2009. Usando o critério da Unesco, que permite fazer comparações internacionais, tínhamos 65% de taxa de matrícula, número elevado, comparável ao de vários países líderes em educação.

Há, porém, uma diferença fundamental entre o esforço de universalização da educação infantil no Brasil e nos países desenvolvidos, onde esse movimento se deu depois de satisfeitas todas as necessidades basilares de sua educação escolar. No Brasil ele está sendo usado (e vendido à opinião pública) como a bala mágica para todas as deficiências do sistema educacional, em especial as relacionadas à alfabetização.

A experiência internacional demonstra claramente a falácia desse argumento. Nenhum dos países que deram saltos educacionais importantes nas últimas décadas teve a universalização da pré-escola como conquista anterior a êxitos na alfabetização e no ensino de modo geral. Em 1975, por exemplo, a taxa de matrícula na pré-escola na Finlândia era de 32%, na Noruega, de 13%, na Coreia do Sul, de 3%, e na Inglaterra, de 21%. Mesmo em 1980, quando muitos desses países já começavam a dar importantes sinais da melhoria de sua educação, nenhum deles punha nem metade da população na pré-escola. Na Finlândia, até há pouco o país com o melhor sistema educacional do mundo, a taxa de matrícula na pré-escola ainda em 1990 era de 33%. Vem da China o exemplo mais claro de que a pré-escola é útil, mas não chega a ser condição indispensável de sucesso para o funcionamento do sistema educacional como um todo. Em 2008, a taxa de matrícula de crianças chinesas na pré-escola era de 44%. Um ano depois, a China já liderava mundialmente o exame Pisa, que mede o conhecimento dos jovens aos 15 anos, sem tempo hábil, portanto, para que se verificasse algum benefício da pré-escola nesse fenomenal desempenho.

A expansão da pré-escola vem ganhando força no Brasil também porque os políticos gostam de inaugurar escolas e anunciar a criação de vagas. "Mas, se os efeitos da pré-escola são positivos, que mal há nisso?" O argumento é bom, mas pode ser ruinoso se expandir a pré-escola significar deixar de lado as lutas pela melhoria do ensino fundamental. A realidade mostra que existe esse risco. Em qualquer organização da iniciativa privada, por exemplo, há sempre dezenas de projetos com retorno positivo que podem ser perseguidos, mas as organizações exitosas implementam apenas um número muito pequeno dessas oportunidades. As escolhas precisam ser feitas, por uma questão de estratégia e foco. Nem sempre há tempo e/ou recursos humanos suficientes para fazer tudo - e tudo benfeito. É preciso, então, priorizar aquilo que é mais importante e dá maior retorno. As organizações públicas e educacionais têm as mesmas limitações que qualquer organização humana, mas, no Brasil, acham que podem (e devem) fazer tudo ao mesmo tempo, e que conseguirão fazer tudo bem. É um engano.

Precisamos fugir da armadilha da expansão do ensino para o nível infantil por duas razões. A primeira é conceitual: há mais de dez anos, com a universalização do acesso ao ensino fundamental, nosso problema maior deixou de ser a quantidade (matrículas, vagas ou falta de verbas) para se tornar a qualidade da educação, que se traduz em melhoria da aprendizagem. Mas as reformas que produzem qualidade requerem esforços, brigas com as corporações do ensino, interferência nas universidades, fim do loteamento político de cargos. Enfim, uma série de medidas que são tão importantes para o povo brasileiro quanto desagradáveis para nossos políticos e muitos professores e funcionários escolares incompetentes. Por isso, não conseguimos ainda, como país, fazer essa migração e focar na qualidade. Assim, continuamos aparecendo nas últimas posições de vários indicadores globais de educação.

Já há relativamente pouco que se possa fazer, quantitativamente, pelo ensino fundamental. Se, como sociedade, conseguirmos fazer com que nossos líderes se atenham a esse nível e não escapem das batalhas que importam, teremos verdadeiros e importantes avanços. Se, porém, perdermos o foco e deixarmos que as atenções se voltem para a tenra infância (hoje os de 5 anos, daqui a pouco os de 3...), perderemos mais dez ou quinze anos até finalmente descobrirmos que, ops!, apesar de todos os progressos na pré-escola, nossos alunos continuam chegando à 4ª série sem saber ler nem escrever.
A segunda razão é objetiva. Temos uma enorme e urgente batalha a travar, quase vergonhosa: precisamos alfabetizar 100% de nossas crianças até a 2ª série. Essa precisa ser uma obsessão, pois sem essas fundações sólidas não há como erguer o edifício do conhecimento. O que a experiência internacional mostra é ser perfeitamente viável - aliás, é o normal - alfabetizar crianças que não passaram pela pré-escola, já na 1ª série.

*Gustavo Ioschpe é economista
Gustavo Ioschpe*
Revista Veja - 16/03/2011


Comemorações

           Abril, mês de diversas datas para se refletir e também comemorar. Nossas EMEIS proporcionaram esses momentos aos respectivos alunos e o resultado foi diversos rostinhos felizes.

                                                        Dia do Índio 





                                         Fotos fornecidas pela E. M. Casa da Criança Miguel Couto

                                                                           Páscoa



                                           EMEI - Casa da Griança Presidente Getúlio Vargas



                                                        E.M. Casa da Criança Miguel Couto



                                                                  EMEI - Jardim Europa





                                                            EMEI -  Maria Eliondas

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Luto

A SEMED e a equipe de Educação Infantil de Nova Iguaçu declaram seus mais profundos sentimentos pela morte trágica de duas crianças da comunidade Jardim da Viga, em Nova Iguaçu. As crianças estudavam na EMEI Jesus Bom Pastor e todos estão muito tristes com o ocorrido.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

1º ESPAÇO FALANTIL 2011


No dia 30 de março de 2011 foi realizado o primeiro Espaço Falantil deste ano. A Equipe de Educação Infantil contou com a participação da Equipe de Educação Especial , onde a APEDE Luciana ministrou a palestra sobre a Fonoaudiologia na Educação Infantil.

A palestrante ministrou sua palestra de forma muito clara e objetiva, esclarecendo alguns acontecimentos que podem ocorrer na Educação Infantil; como o Educador deve proceder e que casos ele deve encaminhar para uma avaliação profissional.
            
 No final, Luciana, com o apoio da Equipe de Educação Especial e a Equipe de Educação Infantil, realizou cinco oficinas para que as Educadoras compreendessem na prática os exercícios que podem ser realizados nessa faixa etária. O primeiro grupo realizou a hora da novidade sob a forma de contação de histórias com o apoio dos fantoches; O segundo grupo realizou uma pequena encenação sobre como proceder com uma criança com dificuldade na fala; O terceiro grupo realizou várias cantigas de roda mostrando a importância da música para o desenvolvimento da fala; O quarto grupo realizou um desenho colaborativo mostrando a importância do trabalho coletivo para o desenvolvimento da fala e do aspecto social na Educação Infantil; O quinto grupo mostrou a importância dos contos cumulativos no desenvolvimento da fala e da cognição das crianças na Educação Infantil.
           
O encontro foi muito enriquecedor. Todos os CPPs e professores presentes tiveram a oportunidade de experienciar práticas da fonoaudiologia com crianças pequenas, e assim poderão dividir com toda a equipe escolar essas aprendizagens.

Agradecemos carinhosamente a Márcia, coordenadora da Educação Especial,  bem como toda sua equipe. 

Abraços da Equipe de Educação Infantil.

 
APED Luciana, palestrando para professores e CPPS das EMEIs.

 Apresentação das oficinas

  Apresentação das oficinas

  Apresentação das oficinas

   Apresentação das oficinas

  Apresentação das oficinas